berenice

berenice contrafeita seguiu ao lado dos seus braços desfeita, nenhum valor maior ditara sua desventura, fora amada apenas na lonjura, quando a dobrara a curva, prestes a entregar bravura fora sem piedade vítima da sua própria travessura. eunice dizia eu, era longa, e seu peito de grande alvura, tropeçava em seus curtos passos e fitava longe semicerrando os olhos, porque a consumia uma negrura, palpitante atravessara o paço e fundira-se à ideia de desfalecer em seu regaço, mas o príncipe poupava-se a embaraços, amores confessos queria-os escassos. alice baixou os olhos, estremeceu, de seus braços não sobrava nada seu, o cabelo pendia-lhe sem brilho pela face, tossia para não ouvir o grito do seu coração em mil pedaços. soubera ontem o que hoje lhe levava a paz, e teria serenado quando todo o mar por si reclamara, se o tivesse apenas pressentido. porque não possuir o seu amor é veneno do mais temido. alicia fez caminho do lado oposto do rio, ainda procurou seu rosto ao longo do navio, mas sobrava apenas mágoa de tão débil desafio, fora vã toda a lágrima, todo o sorriso sem trilho. no ventre formava-se turva da dor ida, ira ficava, pobre razão matava. patrícia vingou simpatia, amoleceu coração em toda a travessia, olhava altiva para qualquer criatura e depois de a fazer amar em agonia, desferia o golpe e sorria com mestria. fenícia partiu, não tornou ao cais, não olhou qualquer navio, quando seu cheiro se turvava, cobria o rosto longo com um véu e não respirava. nenhum mal de amor tornaria a atormentá-la, amor mal em si ficara. distraída todo o instante lhe dedicara, a travessia era deserta, e qualquer dinastia incerta.
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